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06 abr 2022

Atividade Física e Sustentabilidade

Edited on 23 Jan. 2023

A procura por um estilo de vida saudável e sustentável é um tema atual, real e até virtual. As redes sociais acompanham o desenrolar desta procura, de forma incessante, ou mesmo exagerada, que muitas das vezes pode gerar informação menos credível. No entanto, esta temática é de extrema importância e verifica-se preocupação por parte da sociedade em querer melhorar a “qualidade da nossa casa”, que é o planeta Terra.

Essa qualidade passa, entre outras medidas, pela substituição de meios de transporte que emitem demasiado CO2, demasiado ruído e ocupam demasiado espaço na “nossa casa”.  As pessoas têm vindo a redescobrir que a locomoção é uma forma de se deslocarem de um local para o outro. Sim, andar a pé é uma forma de locomoção e está na moda! E de facto há modas que regressam por bem. 

Caminhar está ao alcance de qualquer um, desde que esteja apto para tal. Basta querer e ir. E ir para onde? Para onde nos for mais prazeroso, podendo ser em cidade, em parques, junto às margens de um rio, na floresta, na serra, na praia. É algo que se tem verificado com mais frequência na era pandémica em que vivemos, sendo entendido como uma fuga ao indoor, que tão intenso se tornou com a pandemia. 

Realizar uma atividade física ao ar livre, como andar, correr, yoga, andar de bicicleta, constitui uma experiência simples, inclusiva, social, individual, recreativa e até de alto-rendimento desportivo. O fator chave deste tipo de práticas é a conexão com a Natureza, que se tem tornado numa necessidade generalizada, a qual, entre outros benefícios, promove o bem-estar geral e a melhoria da saúde mental. 

E, desta maneira, deparamos com uma tipologia diferente de “ginásio”: a Natureza, que sempre ali esteve, mas que tantas vezes ignorámos. Voltámos, pois, ao que fomos há milhares de anos e os benefícios de saúde são inúmeros, como a melhoria da condição cardiorrespiratória, diminuição da tensão arterial, controlo do peso, redução da gordura corporal, entre outros. Mas será que teremos a mesma capacidade de respeitar o “nosso ginásio”? Este é um cuidado essencial, pois o seu inverso não faz sentido e há que mantê-lo limpo. 

Assim, outro valor emerge destas tendências, o respeito pela Natureza e pelo meio ambiente. Todas as atividades praticadas em espaços naturais, e não só, deverão deixar o mínimo de pegada humana, sendo apenas aceitáveis as pegadas das nossas sapatilhas de Trail Running, ou então as dos pneus das nossas bicicletas. A utilização da bicicleta multiplicou-se com a situação pandémica e parece estar a aumentar entre os portugueses, quer como uma forma de atividade física, quer como meio de transporte, podendo ter um impacto considerável na pegada de carbono. 

Há estudos que demonstram que ao utilizar um meio de transporte ativo (como a bicicleta ou caminhar), é possível reduzir até um quarto as emissões individuais de carbono. Imaginemos se todos trocássemos uma viagem de carro por semana, para o local de trabalho, pela viagem de bicicleta, quais seriam os efeitos positivos nas emissões de CO2? 

A investigação alerta que esta prática poderia melhorar a saúde pública e reduzir as desigualdades sociais. A prática de atividade física ao ar livre é uma tendência muito positiva, que vai ao encontro das necessidades do Homem e da Terra. Continuemos nesta onda da procura das tendências verdes e saudáveis, pois não existe um planeta B!  

O Dia Mundial da Atividade Física celebra-se a 6 de abril. 

Liliana Aguiar
Docente de Ciências do Desporto, Universidade Europeia