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05 jun 2024

O alarme do cibercrime entre os jovens europeus: uma reflexão necessária

Edited on 05 Jun. 2024

O aumento do cibercrime e de comportamentos desviantes no ciberespaço entre os jovens europeus é um fenómeno alarmante que exige uma reflexão profunda e a implementação de estratégias eficazes para a sua mitigação. Este tipo de atividades inclui uma variedade de atos ilícitos ou meramente condenáveis, como o hacking, o phishing, a disseminação de malware, a pirataria digital ou assédio, o 'sexting', e o tracking.

A preocupação crescente com o envolvimento de jovens nestas atividades pode ser motivada por diversos fatores, incluindo a facilidade de acesso à tecnologia, a falta de consciencialização sobre as consequências legais e morais, e a glorificação da cultura “hacker” em alguns círculos sociais e online.

A facilidade de acesso à tecnologia pela proliferação de dispositivos conectados à internet e o acesso a ferramentas sofisticadas de hacking têm tornado o cibercrime mais acessível. Jovens com competências técnicas básicas podem facilmente encontrar tutoriais online que ensinam como cometer estes ilícitos digitais.

Muitos jovens não têm plena compreensão das consequências legais e pessoais associadas ao cibercrime ou ciberdesvio. A educação digital nos ciclos escolares (desde os mais prematuros) não aborda de forma transversal os riscos e as implicações legais destes comportamentos.

A par desta proliferação de dispositivos com acesso ao ciberespaço, há que perceber que em alguns círculos, especialmente em comunidades de hacking, há uma glorificação do cibercrime como uma forma de rebeldia ou inteligência superior. Esta visão distorcida pode atrair jovens para atitudes desviantes ou criminosas.

Uma das formas de mitigar esta situação crescente passa pela educação e consciencialização, introduzindo programas abrangentes de educação digital nas escolas, que cubram não apenas o uso seguro da internet, mas também as implicações legais e éticas do cibercomportamento, implementação de campanhas de consciencialização que informem sobre os riscos e consequências do cibercrime, direcionadas tanto a jovens quanto aos seus pais e responsáveis, e criação e promoção de espaços onde jovens possam explorar as suas competências tecnológicas de forma segura e legal, como hackathons, (eventos que reúnem desenvolvedores de software, designers e outros profissionais relacionados à área de programação, com o intuito de, em um período curto de tempo criarem soluções inovadoras para algum problema específico), clubes de programação e workshops de cibersegurança.

Jorge Cobra, coordenador do Mestrado Online em Cibersegurança.