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29 Novembro 2021

Universidade Europeia assinalou Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres

Universidade Europeia assinalou Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres

A Universidade Europeia assinalou o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres com uma conferência sobre a violência de género e a discriminação na prática desportiva e nas redes sociais, no passado dia 25 de novembro.

A sessão contou com a participação de Sandra Ribeiro (Presidente da CIG - Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género), Maria Elizabeth Rocha (Ministra do Superior Tribunal Militar do Brasil), Maria Siderot (atleta de Judo Olímpica da Seleção Portuguesa de Judo), e Marina Zueva Varela (ex-atleta de Alta Competição de Kickboxing e Muay Thai), numa conversa que contou também com a presença da estudante da Universidade Europeia, Raquel Lopes, e da apresentadora Fátima Lopes.

A conferência, organizada pelas professoras Teresa Morais e Elizabeth Accioly, foi composta por dois painéis distintos, nos quais foram abordados temas fraturantes para a sociedade portuguesa: “Violência de Género e Discriminação na Prática Desportiva” e “Violência de Género e Discriminação nas Redes Sociais”.

Na sua intervenção, na abertura da sessão, Hélia Gonçalves Pereira, Reitora da Universidade Europeia, destacou alguns dados sobre o papel das mulheres na sociedade e, em particular, no setor do Ensino Superior: “60% dos diplomados são mulheres e a mesma percentagem de matriculados no ensino superior. Há, em todas as áreas científicas, mais investigadoras do que investigadores. No entanto, nos cargos de liderança das instituições de ensino superior há ainda um enormíssimo desequilíbrio, pois entre os 30 presidentes e reitores de Universidades e Politécnicos do país, apenas existem 6 mulheres, que representam cerca de 13% de mulheres a desempenhar estas funções, o que é absolutamente estranho face aos números já apresentados”.

Sandra Ribeiro, presidente da CIG - Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género, lembrou a importância da Convenção de Istambul para garantir a segurança das raparigas e das mulheres em todo o mundo. Destacou ainda que “é preciso quebrar o ciclo da desigualdade de género sistémico. As mulheres são a maioria, aflitivamente esmagadora, das vítimas de violência doméstica, simplesmente porque existe desigualdade de género. A violência contra as mulheres é um obstáculo à concretização da igualdade porque decorre das relações de força e de poder desiguais entre mulheres e homens, e conduz a esta discriminação grave contra o sexo feminino, na sociedade e na família”.

O professor Miguel Nery, da Universidade Europeia, na sua intervenção no primeiro painel da conferência, defendeu que qualquer tipo de abuso ou violência contra as mulheres, seja no desporto ou em qualquer outra área da sociedade, deve ser denunciado e punido. Destaca, ainda, o importante trabalho que já tem sido feito no setor do desporto com a integração de cada vez mais mulheres, sem nunca esquecer o trabalho que ainda é necessário ser feito.

O último painel foi dedicado à Violência de Género e Discriminação nas Redes Sociais, composto pela apresentadora Fátima Lopes, pela docente Teresa Santos e pela estudante Raquel Lopes, em representação da Fundação GaragErasmus.

A professora e investigadora da Universidade Europeia, Teresa Santos, coordenadora da licenciatura em Psicologia e do mestrado em Psicologia Clínica e da Saúde, lembrou que muitas vezes as ideias e crenças, o saber dizer não, são aprendizagens que vêm desde muito novos e dos valores transmitidos pelas famílias: “se temos que fazer algum trabalho é de uma forma muito precoce e mais nesta ideia de desmistificar crenças, desmistificar estas ideias, ideias como a de que um homem não chora”.

Neste painel, a apresentadora Fátima Lopes lembrou ainda que, até há pouco tempo, falar de desigualdade em televisão referia-se apenas à desigualdade racial, sem ser abordada a desigualdade de género. Referiu também que é preciso estarmos muito atentos a esta nova geração, pelos números preocupantes que têm sido apresentados de violência no namoro e que, apesar de ser a geração mais nova, continua a ser perpetuada a ideia de controlo, pelo que é preciso um grande trabalho junto dos mesmos, nas escolas e nas faculdades.

A sessão completa está disponível para ver e rever aqui.

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