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Como seguir carreira em Psicologia Clínica e da Saúde em Portugal

Ciências da Saúde

23 de Março de 2026
Psicologia Clínica e da Saúde

A Psicologia Clínica e da Saúde é a área da Psicologia que incide na avaliação, prevenção e intervenção psicológica. Além disso, atua  na relação entre fatores psicológicos e saúde física, promovendo comportamentos de saúde e prevenindo comportamentos de risco.

Os temas relacionados à saúde mental têm assumido crescente relevância em Portugal, tanto no plano clínico como no social. Indicadores recentes reforçam a importância da resposta psicológica em áreas como ansiedade, depressão e stress psicológico.

Neste contexto, a Psicologia Clínica e da Saúde assume um papel central na resposta às necessidades individuais e coletivas, tanto na intervenção terapêutica como na promoção de comportamentos saudáveis.

Este guia apresenta o trabalho de um psicólogo clínico e da saúde, as principais áreas de intervenção, em que contextos pode trabalhar e qual é o percurso formativo habitualmente exigido em Portugal.

O que é a Psicologia Clínica e da Saúde?

A Psicologia Clínica foca-se na avaliação e na intervenção em perturbações psicopatológicas, sofrimento psicológico e dificuldades emocionais.

A Psicologia da Saúde estuda e intervém na relação entre fatores psicológicos, comportamentos e saúde física, incluindo adesão a tratamentos, gestão da doença crónica e promoção de estilos de vida saudáveis.

Em conjunto, estas duas dimensões dão origem à área da Psicologia Clínica e da Saúde, que combina avaliação psicológica, intervenção terapêutica, prevenção e promoção da saúde.

O que faz um psicólogo clínico no dia a dia?

O trabalho diário de um psicólogo clínico pode variar mediante o contexto, mas inclui geralmente:

  • Avaliação psicológica, com entrevistas e instrumentos de avaliação.
  • Formulação clínica do caso, para compreender o problema e definir objetivos.
  • Intervenção psicológica ou psicoterapêutica, ajustada à situação da pessoa.
  • Desenvolvimento de campanhas de sensibilização de comportamentos de saúde.
  • Desenvolvimento de intervenções individuais/grupais.
  • Acompanhamento da evolução, com monitorização de sintomas e progresso.
  • Articulação com outros profissionais, como médicos, enfermeiros, nutricionistas ou assistentes sociais.
  • Registo clínico e cumprimento de princípios éticos e deontológicos.

Trata-se de uma atividade que exige responsabilidade, atualização científica e capacidade de adaptação a diferentes contextos clínicos e de saúde.

Principais áreas de intervenção em Psicologia Clínica e da Saúde

Entre as áreas mais frequentes de intervenção, destacam-se:

1. Saúde mental e psicopatologia

  • Perturbações de ansiedade e do humor, como ansiedade generalizada, fobias e depressão.
  • Perturbações da personalidade.
  • Perturbações do comportamento aditivo, como o álcool ou outras drogas; e as dependências comportamentais, nomeadamente o jogo patológico e outros comportamentos aditivos relacionados com tecnologias, quando clinicamente relevantes.
  • Perturbações do sono, como insónia crónica.

2. Situações de vida e sofrimento psicológico

  • Crises vitais, como luto, divórcio ou mudanças abruptas.
  • Trauma e perturbação de stress pós-traumático.
  • Problemas relacionais, conjugais e familiares.

3. Saúde física e adaptação à doença

  • Acompanhamento psicológico em doença crónica, como cancro, diabetes ou dor crónica.
  • Promoção da adesão terapêutica e da qualidade de vida.
  • Promoção da saúde e prevenção de comportamentos de risco.

4. Áreas especializadas

  • Perturbações do comportamento alimentar.
  • Neuropsicologia e avaliação cognitiva.
  • Perturbações do neurodesenvolvimento, como a Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) e o espectro do autismo (PEA).
  • Sexualidade e identidade.
  • Relação de casal.
  • O trabalho nestas áreas exige formação específica e caracteriza-se frequentemente por uma abordagem multidisciplinar.

Onde pode trabalhar um psicólogo clínico e da saúde?

1. Contexto da saúde (clínico e hospitalar)

  • Hospitais e centros de saúde: integração em equipas multidisciplinares para apoio psicológico a doentes internados ou em ambulatório, em articulação com médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde.
  • Centros de reabilitação: apoio psicológico a pessoas com lesões neurológicas ou incapacidade funcional, com foco na adaptação à nova condição de saúde e na motivação para o processo de reabilitação.
  • Cuidados paliativos e doença crónica: acompanhamento de doentes com doenças graves ou crónicas, apoiando a gestão do sofrimento, a adesão ao tratamento e o bem-estar emocional do doente e da família.

2. Contexto privado

  • Clínicas privadas: realização de avaliações psicológicas e intervenções psicoterapêuticas em regime individual, de casal ou familiar, com possibilidade de especialização em problemáticas específicas.
  • Consultório próprio: exercício autónomo da profissão, com plena responsabilidade ética, deontológica e legal sobre toda a prática clínica.
  • Telepsicologia / consultas online: prestação de acompanhamento psicológico à distância, através de plataformas digitais seguras, superando barreiras geográficas e facilitando o acesso aos cuidados.

3. Contexto comunitário e social

  • Instituições de apoio à terceira idade: intervenção junto de pessoas idosas em lares e centros de dia, abordando temas como envelhecimento, demência, luto e adaptação a novas fases da vida.
  • IPSS, ONGs e associações comunitárias: trabalho em projetos de inclusão social e apoio a populações em situação de vulnerabilidade, em articulação com a rede de serviços sociais.
  • Intervenção em crise e emergência: apoio psicológico imediato em situações de trauma agudo ou catástrofe, em articulação com equipas de emergência, com recurso a primeiros socorros psicológicos.

4. Contexto organizacional (saúde ocupacional)

  • Empresas: avaliação de riscos psicossociais e promoção da saúde mental no trabalho, em colaboração com equipas de recursos humanos e de saúde e segurança ocupacional.
  • Programas de bem-estar psicológico e prevenção de burnout: desenvolvimento e implementação de programas de gestão do stress, resiliência e prevenção do esgotamento profissional, atuando tanto ao nível individual como organizacional.

O que é necessário fazer para ser psicólogo clínico e da saúde em Portugal?

Em termos gerais, o percurso inclui:

  • Licenciatura em Psicologia, que dá a formação base na área.
  • Mestrado em Psicologia, com formação adequada ao domínio clínico e da saúde.
  • Ano Profissional Júnior (APJ), com prática supervisionada.
  • Inscrição na Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP), condição necessária para o exercício profissional.

1. Licenciatura em Psicologia (3 anos)

A formação começa com uma licenciatura em Psicologia, que fornece as bases necessárias à execução de processos psicológicos, como a Psicopatologia, o desenvolvimento humano e métodos de investigação.

A Licenciatura em Psicologia da Universidade Europeia (também disponível online) proporciona as bases científicas essenciais para compreender o comportamento humano, os processos mentais e o desenvolvimento ao longo do ciclo de vida.

2. Mestrado em Psicologia Clínica e da Saúde (2 anos)

O Mestrado em Psicologia Clínica e da Saúde da Universidade Europeia aprofunda competências de avaliação, diagnóstico e intervenção psicológica em diferentes problemáticas de saúde mental e doença física.

O que se estuda

O plano de estudos inclui unidades curriculares como Avaliação Psicológica Avançada, Modelos de Intervenção, Psicopatologia Clínica, Ética Profissional e Investigação Aplicada.

A importância do mestrado (requisito obrigatório)

Sem mestrado na área clínica, não é possível aceder ao estágio profissional necessário para o exercício autónomo da profissão.

Componente prática em hospitais e clínicas parceiras

Em muitos ciclos de estudos nesta área, a componente prática assume um papel relevante no desenvolvimento de competências profissionais, de acordo com o plano curricular e os contextos de formação disponíveis.

3. Ano Profissional Júnior

Logo após a conclusão do mestrado, é necessário realizar a prática supervisionada (estágio obrigatório de 12 meses) que decorre sob a supervisão de um profissional devidamente credenciado pela OPP e permite consolidar competências técnicas e éticas.

O estágio pode decorrer em hospitais, centros de saúde, clínicas, centros de reabilitação ou outras instituições com enquadramento adequado para formação em Psicologia.  A escolha do local deve considerar a população-alvo, o modelo de supervisão e a diversidade de experiências práticas oferecidas.

A possibilidade de realizar a prática supervisionada em diferentes contextos depende das entidades protocoladas e das condições em vigor de cada ano letivo.

4. Inscrição na Ordem dos Psicólogos Portugueses

Após a conclusão da formação académica adequada (licenciatura e mestrado), bem como do Ano Profissional Júnior, o candidato deve proceder à inscrição na Ordem dos Psicólogos Portugueses. A conclusão deste processo confere a cédula profissional, requisito indispensável para o exercício legal da profissão em Portugal.

É possível especializar-se depois da formação inicial?

Sim. Depois de adquirir experiência profissional e cumprir os requisitos definidos pela Ordem dos Psicólogos Portugueses, o psicólogo pode candidatar-se a especialidades e desenvolver formação complementar em áreas específicas.

Na Universidade Europeia, pode especializar-se com:

  • A Pós-Graduação Online em Saúde Mental da Criança e do Adolescente que centra-se na compreensão e na intervenção em perturbações emocionais e comportamentais em idades precoces, abordando temas como desenvolvimento psicológico, psicopatologia infantojuvenil e avaliação e estratégias de intervenção em contexto familiar e escolar.
  • A Pós-Graduação Online em Saúde Mental no Adulto é orientada para as análise de e intervenção em problemáticas psicológicas na idade adulta, incluindo perturbações do humor, ansiedade, stress, trauma e adaptação a doenças crónicas.

A Psicologia Clínica e da Saúde é uma área centrada na avaliação, prevenção e intervenção em problemas de saúde mental e na relação entre fatores psicológicos e saúde física.

Em Portugal, o percurso profissional passa por formação superior em Psicologia, prática supervisionada e inscrição na Ordem dos Psicólogos Portugueses. As saídas profissionais incluem contextos clínicos, comunitários, organizacionais e de promoção da saúde, sendo uma área que combina rigor científico, responsabilidade ética e impacto social significativo.